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Mostrando postagens de outubro, 2023

Os Mistérios do Universo – O Que Havia Antes do Big Bang?

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A questão sobre a criação do universo nos leva a uma jornada pela filosofia. Antes do Big Bang, o que havia? O vazio absoluto, o nada. Essa ausência de qualquer coisa nos leva a um ponto de acordo entre ateus e defensores do design inteligente. Antes do Big Bang não havia gravidade, tempo ou espaço. Era o nada, completamente vazio. Isso nos leva a uma pergunta filosófica que se repete desde os tempos de Parmênides na Grécia Antiga, por que algo existe hoje em vez de nada? É lógico supor que algo existia antes, mas esse algo não pode estar sujeito ao tempo ou ao espaço, pois estes surgiram depois. Deve ser atemporal e não ter um começo, já que deu origem a tudo. Esse algo deve possuir vontade, inteligência e um propósito de criação. Não pode ter sido criado por algo mais, pois isso levanta mais questões. A ideia de que a matéria e tudo o que existe surgiu do nada não parece científica, pois não é testável nem observável. De acordo com o método científico, uma teoria deve ser replicável ...

Código Secreto da Linguagem Política – Semântica da Dominação

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A política, desde os tempos mais remotos, tem sido menos o exercício da razão e mais o manejo das palavras. O domínio do discurso confere poder, e poucos compreenderam isso com a precisão cirúrgica de Karl Marx. Longe de ser apenas um filósofo, ele foi um estrategista da linguagem, um artesão da manipulação semântica. Convencer massas inteiras a renunciarem voluntariamente à sua propriedade, liberdade e identidade não é tarefa simples. A mera apresentação honesta dos objetivos socialistas seria suficiente para repelir qualquer indivíduo dotado de um mínimo senso de autopreservação. A solução? Reformular a linguagem, revestir os grilhões com os ornamentos do paraíso terrestre e transformar o cárcere da servidão em um horizonte utópico. Tomemos, por exemplo, o conceito de "Ditadura do Proletariado". No papel, trata-se da fase transitória em que a classe trabalhadora assume o controle do Estado, conduzindo a sociedade rumo ao comunismo pleno. Na prática, o que emergiu foi a dita...

O Ateísmo Molda a Política

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O ateísmo não é meramente a negação de Deus, mas a condição necessária para a transfiguração da moral em instrumento político. Na estrutura das correntes revolucionárias, ele não opera como um detalhe acessório, mas como o alicerce sobre o qual se edificam as três qualidades essenciais ao militante: relativismo moral, desumanização do indivíduo e lealdade absoluta ao partido. Sem essas três disposições, o revolucionário não sobrevive à lógica impiedosa da revolução. Nenhuma revolução sobrevive ao escrutínio moral objetivo. O militante, para preservar a sua sanidade dentro da guerra ideológica, precisa rebaixar a moralidade a um simples mecanismo de adaptação política. Qualquer vestígio de consciência moral independente é um obstáculo a ser extirpado. Aquele que crê em princípios fixos se torna um entrave, um corpo estranho no organismo da revolução. O relativismo moral não é apenas um efeito colateral do ateísmo, mas a sua consequência mais necessária. Não existe crime se não há um ...

A Escravidão e a "Esquerda" – Lições do Passado

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A política moderna não é um épico de avanço moral. É um jogo onde os mesmos rostos, animados por uma fome insaciável de poder, se revezam. O passado é retalhado, submetido a um higienismo narrativo que o adapta aos interesses do presente. Manter o domínio sobre uma massa que, pela retórica, não percebe que está sendo conduzida como gado para o mesmo destino de sempre. O Partido Democrata americano é um caso emblemático dessa artimanha. Hoje, ele se traveste de redentor dos oprimidos, paladino da justiça social, forte da equidade racial. Mas voltemos no tempo e perguntemos a um democrata do século XIX qual era sua bandeira. O discurso político daquela época não se enquadrava rigidamente no eixo “esquerda vs. direita”, assim como hoje, ironicamente, o Partido Democrata também rejeita rótulos definitivos. Prefere a camuflagem de um "centro pragmático", embora todas as agendas que subvertem a ordem social, ideologia de gênero, aborto, racialismo militante, desconstrução da famíli...

O Fascismo Além dos Rótulos

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       O termo "fascismo" traz imagens de tropas marchando, discursos inflamados e o esmagamento da dissidência sob um Estado hipertrofiado. Mas no vocabulário político moderno, sua função raramente se atém à precisão histórica ou conceitual. Tornou-se um grito de guerra, com a leveza irresponsável de quem não se dá ao trabalho de entender o que profere. O epíteto "fascista" é arremessado contra conservadores, liberais, cristãos e qualquer um que ouse questionar os dogmas progressistas. A ironia é brutal: as vítimas dessa acusação são, em geral, defensores da democracia, da propriedade privada e da liberdade individual, valores diametralmente opostos ao verdadeiro fascismo. O expediente, não é novo, e como todo movimento revolucionário, eles precisam rotular seus inimigos para neutralizá-los. O debate honesto dá lugar à anulação moral. A associação com o "inominável" já basta para condenar alguém ao ostracismo. O próprio Benito Mussolini o definiu o Fas...