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A Pedagogia da Dependência

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The Pedagogy of Dependency

Da Filosofia à Técnica de Domínio

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  From Philosophy to the Technique of Domination

Marxismo no Século XX - Da Esperança ao Terror

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Aristóteles Contra os Sistemas

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O Elogio da Dúvida - Limites, Realidade e Conservadorismo

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Epicuro e a Dissolução da Verdade

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Autoridade sem Mandato - Quem Governa os Governantes

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O Homem Simbólico e a Ilusão da Racionalidade - Arquitetura da Consciência

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O Ritual - A Iniciação Ideológica no Socialismo

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Quando a Imaginação se Torna Prisão

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A Presença do Ser Necessário — Intuição, Verdade e Fundamento na Filosofia Clássica

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Entre o Verbo e a História - ensaio sobre o profetismo e a restauração do espírito

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Cristianismo e Consciência Humana

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O Ateísmo Comparado

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O Livreto: O Jogo das Essências Eternas

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O Mito de Prometeu e a Hybris Tecnológica

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Filosofia para Homens Comuns

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A República

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O Mito da Cinderela Antes da Cinderela

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O Mal Mora Onde Há Vontade

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A Virtude dos Fortes

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1964: A Verdade que o Cinema Censura

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O Homem que Fugiu da Liberdade

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A Covardia de Quem Nunca Pecou

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Silêncio, o Estado Está Falando - A Lógica do Terror

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A Última Queda - O Homem Sem Fundamento

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Do Mérito à Métrica - A Degeneração da Justiça

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Revolução - Notas para uma autópsia da esperança pervertida

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O Parasita de Terno - Se Disfarça de Pai

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A Alma Filosófica Não se Produz em Laboratório

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O Novo Bezerro de Ouro Usa Terno e Gravata

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Afeto sem Verdade - A Receita da Manipulação

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Símbolos Queimados - Como Se Destrói uma Civilização

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A Morte da Consciência Individual

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Não há servidão mais absoluta do que a de um povo que se acredita livre enquanto repete, com entusiasmo bovino, as palavras que lhe foram previamente escolhidas.  O desaparecimento da figura visível do opressor, sem que a opressão cesse a torna mais profunda, mais eficiente. É mais fácil resistir a um ditador explícito, como Stalin, Hitler ou Mao, porque ele está lá: encarnado, visível, com nome, rosto e culpa. Já quando a tirania se dispersa na cultura, nas instituições, nas normas sociais e morais aparentemente "espontâneas", a resistência se torna quase impossível. Ninguém sabe exatamente contra quem lutar. O próprio cidadão se torna cúmplice e executor da repressão, acreditando agir livremente.  Como dizia La Boétie, é a “servidão voluntária”, o estado em que o homem aprende a amar suas correntes, desde que sejam invisíveis, suaves e socialmente premiadas. A tragédia de nosso tempo não é a opressão explícita, mas a dissolução da consciência. Hoje, a alma humana não é alge...

Reflexões sobre Hegel e a Consagração do Anticristo

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Com um artifício conceitual que iludiu gerações de comentaristas distraídos, Hegel redefiniu o próprio conceito de Estado. Já não se tratava, ali, de um ente concreto, de uma instituição visível e delimitável na moldura do tempo: o Estado era, antes, a culminação necessária de um processo. Não uma substância, mas uma fase, uma aurora tardia do espírito no pântano da História. O verdadeiro ente, nesta cosmovisão hegeliana, não era o Estado, era o próprio devir. Mas o devir, por essência, não é ente algum é a negação do ente, é a transitoriedade pura, o deslizar do ser em direção ao nada. Eis a contradição majestosa e escondida à vista de todos, ao promover o movimento, o acontecer que acontece a si mesmo à condição de realidade última, Hegel destitui de existência toda realidade concreta, todo homem, todo cosmos, toda coisa que ousasse afirmar uma identidade própria no tumulto dos séculos. A única realidade, então, seria essa História que se devora a si mesma, esse "a acontecer...

A Ilusão do Saber Científico

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  O fato de alguém dominar o método da pesquisa científica não significa, nem de longe, que compreenda o fundamento cognitivo que o torna possível. Há uma diferença abissal entre praticar uma técnica e saber o que se está fazendo e, portanto, saber por que aquilo funciona. Como operadores de um maquinário epistemológico cuja arquitetura desconhecem por completo. Um sujeito pode manipular equações, calibrar instrumentos, coletar dados e até publicar artigos revisados por pares, sem jamais ter se perguntado, por que esse método é considerado científico. O que o distingue de outras formas de conhecimento, inclusive aquelas tidas como "não científicas". A resposta a essas perguntas exige mais do que um manual de metodologia científica. Exige filosofia e da boa. Comecemos com um conceito que toda a tradição filosófica séria, de Aristóteles a Tomás de Aquino, passando por Descartes e chegando a Husserl, trata como ponto de partida: a evidência. O que é uma evidência? É a exibição i...

O Ser Necessário e o Deus Pessoal

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Desde os primórdios da filosofia, a humanidade tem se debruçado sobre a questão fundamental da existência de Deus. Ao longo da história, diferentes tradições e sistemas de pensamento tentaram definir a natureza do divino, mas nenhum conceito se destaca tanto quanto o Deus revelado na Bíblia. Diferente das concepções mitológicas ou das abstrações filosóficas, o Deus bíblico não é uma entidade limitada pelo tempo e pelo espaço. Ele não é um ser que emergiu do caos, nem um mero arquétipo construído pela necessidade humana de ordem. Ele se apresenta como o próprio fundamento da realidade, o Ser Necessário, aquele que existe por Si mesmo. Ele é eterno, imutável, onipotente, onisciente e transcendente. E não necessita de súditos, não mendiga culto, não anseia por reconhecimento. Seu relacionamento com o homem não é um jogo de fragilidades emocionais divinas, é um chamado à realidade, um convite para que a criatura compreenda sua própria insuficiência e se reconcilie com a única Fonte da Vi...

A Verdade Não é Democrática – O Erro do Relativismo Intelectual

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  A filosofia moderna, quando não se torna um mero fetiche retórico para intelectuais de auditório, é um campo de batalha onde se digladiam concepções antagônicas sobre a realidade e o homem. Para os que ainda se atrevem a pensar, torna-se claro que a grande questão de nossa época não é a descoberta de novas verdades, mas a reconstrução da capacidade humana de reconhecê-las. A decadência filosófica é fruto de um longo processo de abandono da inteligência em favor da conveniência. Ao destruir os pilares que sustentavam a investigação metafísica, a busca pela verdade objetiva, a ordenação hierárquica do conhecimento e a exigência de coerência interna, os pensadores modernos se entregaram à ilusão de que um discurso coerente é aquele que se adapta aos impulsos psicológicos do momento. Nessa inversão de valores, a verdade deixa de ser uma realidade objetiva e imutável, passando a ser reduzida a um cálculo de conveniência social, um produto da opinião majoritária ou, mais frequentemente...

A Ditadura do Pensamento – O Marxismo e o Silenciamento da Verdade

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  Em disputas políticas, costuma-se discutir o que deve ser feito, mas raramente se pergunta em nome de quê se age. Quando essa pergunta desaparece, algo fundamental se perde, não apenas no debate público, mas na própria capacidade de compreender a realidade. O que segue é uma reflexão sobre essa perda e sobre as consequências de subordinar o pensamento a fins que se apresentam como inquestionáveis. Subordinar a verdade à ação não é apenas um erro teórico, mas a negação da própria verdade como um critério independente da vontade.  Ao transformar a verdade em serva da ação, nega-se sua natureza independente, abrindo caminho para que a realidade seja moldada conforme conveniências ideológicas. Tanto o pragmatismo quanto o marxismo cometem esse erro, mas no caso do marxismo, ele assume uma forma ainda mais grave, pois não se trata apenas de um equívoco filosófico, mas de uma doutrina política convertida em método de dominação. Se Marx tivesse se limitado a uma análise econômica o...

Mecanismos de Poder e a Corrupção Intelectual

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  Existe uma crença amplamente disseminada de que o socialismo é uma ideologia política com princípios bem definidos e uma base teórica coesa. Isso representa, por natureza, um erro de atribuição categórica. O socialismo, especialmente em sua versão marxista, não é uma doutrina estática que defende princípios fixos. Ele é um movimento, e um movimento, por definição, não se prende a idéias permanentes, mas se reinventa continuamente conforme as necessidades estratégicas do momento. Karl Marx, ao definir sua teoria, já alertava que "a teoria só existe na prática". Isso significa que o marxismo não se sustenta como uma filosofia coerente que pode ser analisada isoladamente, mas sim como uma praxis, um conjunto de ações táticas destinadas à corrosão das estruturas vigentes. Não é uma ideologia, é um vetor de transformação que, para atingir seus objetivos, pode se apropriar de qualquer discurso, desde que útil à revolução. Perguntar se um indivíduo dentro da universidade "é m...